• Hospital

Antes mesmo de sua inauguração já se pensava na ampliação do Hospital Felício Rocho. Em julho de 1947, ao fechar contabilidade da Instituição, Américo Gasparini percebeu que a estrutura projetada para o Hospital seria insuficiente para mantê-lo funcionando, dentro da premissa de benemerência desejada por Felício Rocho e fundadores. A partir dessa premissa, começou a buscar recursos para a construção da segunda ala visando ampliar a oferta de leitos. Objetivo era triplicar a internação para os clientes pagantes, o que poderia auferir recursos para manter o atendimento aos não pagantes, pessoas carentes residentes na capital e mesmo no interior de Minas, que buscavam no Hospital assistência à saúde.

Desde então, essa entidade privada sem fins lucrativos caracteriza-se como hospital de grande porte. É moderno, trabalha com tecnologia de ponta através de profissionais de competência reconhecida e atende praticamente todas as complexidades da Medicina. Ou seja, um local de excelência em saúde e responsabilidade social.

Atualmente conta com a colaboração de mais 450 médicos efetivos, e dezenas de residentes médicos e especializandos médicos. Conta, também, com eficiente equipe de enfermagem, estagiários e acadêmicos de enfermagem, num quadro de mais de 1.700 funcionários que exercem atividades nas diversas áreas técnicas e administrativas.

Posiciona-se como uma das principais instituições de saúde do País, ao empregar serviços altamente especializados e de tratamento intensivo.

A assistência médica integral, ambulatorial e de internação atende as operadoras de saúde complementar, clientes privados e pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) que têm, dentro deste contexto, a mesma atenção que os clientes conveniados.

Referência

O Corpo Clínico do Hospital é formado pelos melhores e reconhecidamente competentes profissionais da cidade, os médicos do Felício Rocho são treinados em centros de referência no Brasil e no exterior. Por isso mesmo, o Hospital tornou-se referência nacional em várias especialidades da Medicina.

É referência no tratamento das epilepsias, através do Núcleo Avançado de Tratamento das Epilepsias (NATE); em cirurgias cardiovasculares; em cirurgia ortopédica de alta complexidade e está se tornando referência em oncologia clínica e cirúrgica pelo emprego de técnicas e equipamentos eficazes no combate a tumores de diversas naturezas, destacando-se a criação, em 2011, do Centro de Radiocirurgia e Radioterapia Estereotáxica.

Pioneiro, em Minas, na Ciência de Transplantação de órgãos: Fígado, Pâncreas, duplo de Rim e Pâncreas, Pulmão e Coração, sendo o primeiro realizado em mulher, no Brasil, no ano de 1986. É o Maior centro transplantador de Minas Gerais, atuando em conjunto com 17 centros de Diálise do Estado. É pioneiro na realização de Check-up para transplantes, realizado em único dia, e na retirada de rim de doador renal vivo por videolaparoscopia.

O Hospital Felício Rocho está pronto para atender quaisquer emergências clínicas e cirúrgicas de alta complexidade. Para isso, conta com as mais avançadas tecnologias em equipamentos de saúde disponíveis em Minas Gerais, como Aceleradores Lineares IRMT e IGRT, Hemodinâmica em 3D (Terceira Dimensão), Tomógrafo MultiSlice em 3D, Ultrassom 3D, Ressonância Magnética em 3D, Ecógrafo com Análise Espectral Doppler, Videogastroscopia, Videocolonoscopia, Ventilador Pulmonar, aparelhos de anestesia atualizados, monitores multiparâmetros e tecnologia laser para diversas aplicações, sistema de digitalização de imagens radiológicas e muitos outros equipamentos de vanguarda para exames e tratamentos na área da saúde.

Demanda por Saúde

Desde o início do século XXI, o Brasil observa uma ascensão econômica, o que contribui para elevar o ganho das famílias e ampliar o espectro da chamada classe média. Esta situação fez crescer, de forma exponencial, a demanda por serviços de saúde. Como o governo, por problemas diversos, não consegue suprir as necessidades da população na área da saúde, o caminho é buscar essa assistência através do sistema de saúde complementar. Em consequência, a demanda do setor torna-se maior a cada dia, sobrecarregando as unidades de saúde.
Estima-se que, nessa época, de cada três brasileiros, dois possuíam algum tipo de plano de saúde. Além disso, a cidade de Belo Horizonte, seguindo a tendência de crescimento do País, apresentava forte demanda por assistência à saúde.

Na ocasião a Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelecia a meta de cinco leitos por 1.000 habitantes como a ideal para a manutenção de nível adequado à saúde da população. Já o parâmetro indicado pelo Ministério da Saúde do Brasil era de 2,5 a 3 leitos por 1.000 habitantes.

Mesmo com o crescimento visível no total de investimentos no setor hospitalar de Belo Horizonte, especialistas apontam que haverá, nos próximos anos, na capital mineira, um déficit da ordem de 1400 leitos. Ou seja, faz-se inexorável, para se sobreviver nesse setor, investir na infraestrutura da instituição.
Várias são as iniciativas para fazer frente a esta demanda. A mais clara é a verticalização da internação e da assistência médica. O Felício Rocho tem pronto projeto de construção de nova unidade de internação e assistência, com 13 andares e dois subsolos. Novo prédio poderá ser erguido dentro da atual área física do Hospital. Quando concluída, a nova unidade terá um total de 15 mil metros quadrados e possibilitará ampliar ambulatórios, clínicas e serviços e oferecer à Capital mineira mais 150 novos leitos de internação.

Tendo em vista que implantação de uma unidade hospitalar, altamente particularizada e personalizada envolve gastos consideráveis, faz-se necessário buscar parcerias para a concretização dos projetos de expansão.Embora as instituições oligopolistas ofereçam especialidades, cujas demandas poderiam implicar em melhor arrecadação pelos serviços prestados, esta ação não ocorre com facilidade porque o mercado de assistência médico-hospitalar é, de certa forma, regulado pelo Governo e pelos planos de saúde complementar, que são os compradores de serviços de saúde e trabalham com tabelas previamente aprovadas.

Apesar das dificuldades apresentadas, a reconhecida escassez de recursos públicos no Brasil não será equacionada em curto prazo, o que faz com que a assistência médico-hospitalar da população continue direcionada ao setor privado. Mesmo fazendo parte do segmento não lucrativo, por estar no âmbito das fundações, o Hospital Felício Rocho está credenciado a fazer frente a essa demanda do mercado.

Além de maior investimento em infraestrutura e em contratação de novos colaboradores para a estimada demanda do atendimento, os hospitais lutam por melhor remuneração dos serviços prestados. No caso do Felício Rocho, essa ampliação possibilitará maior retorno financeiro, contribuindo para a capitalização do Hospital.

Investimentos

Por força estatutária, o Conselho Diretor investe anualmente quase a totalidade dos recursos auferidos com as atividades hospitalares ou de doações. Desta forma, adquire permanentemente equipamentos de alta tecnologia, bem como cuida da reestruturação da área física, tendo como meta a expansão da capacidade dos atendimentos hospitalares, reforçando assim o compromisso com clientes, corpo clínico e funcionários.

Nos últimos anos, o Hospital Felício Rocho utilizou recursos próprios ou capitalizados no mercado financeiro, para realizar os seguintes investimentos:

– Reforma das fachadas e revitalização de apartamentos, ambulatórios e áreas de circulação do Hospital.

– Construção de um novo CTI Cardiológico com 10 leitos totalmente equipados.

– Construção de 23 Novos apartamentos na unidade do setor 4ºD, no prédio limítrofe à Rua Uberaba.

– Construção de um novo Centro Administrativo, centralizando serviços.

– Implantação de nova Unidade de Transplantes.

– Implantação do sistema PACS (Picture Archiving and Communication System) Sistema de Comunicação e Arquivamento de Imagens Radiológicas, através de redes de computadores que digitalizam, fazem pós-processamentos, distribuem e arquivam imagens médicas.

– Aquisição de um segundo aparelho de Tomografia Computadorizada.

– Aquisição de um segundo aparelho de Hemodinâmica, em 3D.

– Aquisição de uma segunda Ressonância Magnética, em 3D.
– Aquisição de 60 novas máquinas de hemodiálise.
– Aquisição de novos aparelhos de Ultrassom, em 3D.
– Aquisição de mais dois Aceleradores Lineares, modernos com tecnologia IMRT (Intensity-Modulated Radiation Therapy ou Radioterapia por Intensidade Modulada) e IGRT (Image-Guided Radiation Therapy ou Radioterapia Guiada por Imagem), modos avançados da radioterapia de alta precisão, que utilizam aceleradores lineares controlados por computadores e especialistas para entregar doses de radiação precisas para tratamento de tumor maligno ou áreas específicas dentro do tumor. Comparados aos tratamentos convencionais, essas tecnologias são mais eficazes na preservação dos tecidos sadios e apresentam menos toxicidades para os pacientes.

– Implantação do sistema de Prontuário Eletrônico.– Construção do novo Centro de Estudos, com biblioteca, salas de aula e um auditório com capacidade para 220 pessoas.
– Construção de nova unidade administrativa em prédio externo ao complexo hospitalar.

Em 2010/2011, foi classificado como “Hospital de Excelência em Saúde”, pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), recebendo, ainda, indicação para a ISO 9001:2008. Certificação válida para soluções terapêuticas e tratamentos de saúde em Medicina Terciária e Quaternária.

Em 2012, foi acreditado pelo DNV (Det Norske Veritas), líder global em certificação, classificação, verificação e treinamento na área da saúde, na normatização internacional da NIAHO (National Integrated Accreditation for Healthcare Organizations); recebendo a certificação ISO 9001:2000. Esta certificação comprova que o Hospital Felício Rocho se mantém focado na gestão de riscos e na segurança do paciente, o que favorece o reconhecimento internacional e o intercâmbio na área da saúde.

Vale ressaltar que o principal foco de um hospital deve ser a saúde da população. Para isso, a instituição de saúde tem que funcionar como uma empresa moderna, apta a contar com maior capacidade de internação e atendimento à comunidade onde está inserido.

Por ser referência nacional pela excelência e cuidado humanizado em medicina de alta complexidade, e agora reconhecimento pela comunidade internacional de saúde, o Hospital também é reconhecido como uma instituição de ponta, que traz soluções aos casos mais complexos da medicina, a exemplo dos transplantes e das grandes cirurgias. 

Continuadamente investe em capacitação e infraestrutura, com o propósito de atingir o reconhecimento internacional. Finalidade é estar apto a receber pacientes de diversos países que buscam assistência médico-hospitalar de qualidade compartilhada com o turismo.

Com a futura e exequível ampliação e modernização de seu complexo hospitalar, o Hospital Felício Rocho estará cada vez mais preparado para cumprir a sua missão:

Promover a saúde e o conhecimento com excelência e responsabilidade social.