31 de Maio, Dia Mundial sem Fumo

31/05/2018

O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável no mundo. Cerca de 17% da população brasileira, algo em torno de 35 milhões de pessoas, fumam regularmente. Quem faz uso do cigarro vive, em média, dez anos a menos do que um não-fumante, pois as substâncias introduzidas no organismo pelo cigarro causam danos imediatos e acumulados, prejudicando a saúde global do indivíduo e elevando os riscos de desenvolvimento de diversas doenças.

Não bastasse os estragos aos pulmões e a estreita relação com o aparecimento de cânceres, o tabagismo também é um grande vilão à saúde cardiovascular. O cigarro faz acelerar um processo conhecido como oxidação do colesterol e favorece a formação da placa de aterosclerose, que é estopim para o infarto. Além disso, há também uma interferência no mecanismo de contração e relaxamento, o que resulta numa maior dificuldade para o sangue circular.

A agressão contínua das vias aéreas e digestivas, com a disseminação desse veneno pelo organismo, resulta em modificações celulares que podem provocar o câncer. Cerca de 30% dos pacientes diagnosticados com câncer têm o cigarro como sua causa principal. No caso do câncer de pulmão, essa proporção varia de 80% a 90%.

Parar de fumar hoje pode significar assistir futuramente ao nascimento dos netos, à formatura dos filhos ou simplesmente apreciar a aposentadoria com boa saúde e por mais tempo. Além disso, a ausência do vício em casa e ambientes públicos é medida protetora para a sociedade, pois o fumo passivo é causa de doenças respiratórias em crianças e adultos, além de aumentar em duas vezes o risco para o câncer e para as doenças cardiovasculares.

Nenhuma quantidade é segura! A lista de males é extensa, mas cada item é também um bom motivo para a decisão de largar o cigarro. Quanto mais cedo o tabagismo for abandonado, maior o ganho de saúde.