Após a tempestade, renascem as flores

08/04/2018

"Em nenhum momento eu pensei em desistir, fiquei em paz porque sabia que Deus estava no comando e que estava nas mãos de bons profissionais" - Maria da Piedade Barbosa, 57, paciente do Hospital Felício Rocho.

A jornada que durou 1 ano e 7 meses, teve início no dia 23 de setembro de 2016, quando Maria recebeu o diagnóstico de que estava com câncer de mama e axila. O estágio era o 4º, o mais avançado e com menores perspectivas de cura. Primeiro, veio a quimioterapia a fim reduzir o tamanho do tumor para, em seguida, acontecer a total remoção deste, o que acarretou a retirada de sua mama esquerda. Depois, vieram mais sessões de quimioterapia, quando houve a perda completa dos cabelos. Até que na última quinta-feira, 6 de abril de 2018, a paciente tocou o sino do Instituto de Oncologia anunciando sua cura da doença. O caminho foi árduo, mas mesmo com tantas condições adversas, Maria persistiu em seu tratamento confiante, até conquistar dessa batalha seu bem mais valioso: uma nova vida, repleta de saúde.

Essa é apenas uma das várias histórias vitoriosas que o Instituto Felício Rocho de Oncologia vivenciou desde sua inauguração em 2013. Mas, com o tempo, foi percebida a necessidade de valorizar ainda mais essa conquista, sendo desenvolvida a ação do sino.

Na parede do segundo andar, existe um sino que todo paciente curado toca quando encerra seu tratamento. No intuito de prover um novo olhar às lutas diárias enfrentadas em cada leito, uma ideia descoberta durante um benchmarking no Hospital do Câncer de Barretos, trouxe mais alegria aos pacientes e à equipe multidisciplinar. E, na última quinta-feira, foi a vez de Maria da Piedade. "Foi muito emocionante bater aquele sino, fiquei muito feliz e com o coração transbordando de gratidão", afirmou a paciente.

Como lição a todos que não prestam a devida atenção a própria saúde, Maria afirmou que além dos bons profissionais e de sua fé, o que contou muitos pontos para sua resposta perfeita ao tratamento, apesar da gravidade, foi ela não possuir nenhum outro problema de saúde ou vícios a serem abandonados. Inclusive, houve a menção de outra dica durante a entrevista. Quando questionada sobre o que ela gostaria de dizer a quem acabou de ser diagnosticado ou ainda está enfrentando a doença, Maria da Piedade disse emocionada, "Que tenham disciplina e fé acima de tudo". 

Hoje, essa é a mensagem que o Hospital Felício Rocho também envia a todos que vivem ou presenciam de perto o combate ao câncer. Permaneçam confiantes e contem conosco sempre que for necessário.