No mês da Mulher, a palavra de ordem é prevenção

27/03/2018

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que este ano, 16.370 novos casos de Câncer do Colo Uterino, tumor que acomete a porção inferior do útero, serão diagnosticados no Brasil. Em sua maioria a doença acomete mulheres com idade entre 35 e 44 anos, mas o risco de desenvolvê-la ainda está presente com a idade. Mais de 15% dos casos são diagnosticados em mulheres com mais de 65 anos, logo, é preciso atenção. Este é o 2º tipo de câncer mais comum entre pessoas do sexo feminino no mundo, mas essa realidade pode ser diferente.

O Câncer de Colo Uterino é uma doença principalmente assintomática boa parte da sua evolução e, infelizmente, sintomas como sangramento errático ou a presença de corrimento persistente já traduzem uma doença mais avançada. O tratamento é complicado mesmo nos estágios iniciais, quando há preferência aos procedimentos cirúrgicos, tanto para retirada do colo uterino, quanto dos gânglios. Quando mais avançada, o tratamento é feito através de quimio e radioterapia preferencialmente. Portanto, a melhor arma de combate é a prevenção.

“A melhor e a principal medida de prevenção do Câncer do Colo Uterino tradicionalmente é a citologia, mais conhecido como exame Papanicolau. Iniciado em torno dos seus 21 anos ou três anos após o início da vida sexual da mulher e encerrando-se aos 65 anos. Hoje, há também a vacina contra o HPV (Vírus do Papiloma Humano), que é indicada em duas doses e possui índice de eficácia acima de 95%”, afirma Dr.Joaquim Carlos de Barcelos, coordenador da Ginecologia do Hospital Felício Rocho. Estima-se que o rastreamento sistemático e o tratamento de lesões precursoras possam reduzir a mortalidade em até 92%. Mas, é importante destacar que a vacinação não substitui a realização do exame regular preventivo de citologia.

A forma mais comum deste câncer é através da infecção com o vírus HPV que está relacionada à baixa imunidade, ao contato íntimo com múltiplos parceiros e ao tabagismo. Por esse motivo, existem algumas alternativas de mudança de hábito que favorecem a prevenção da doença. “Além de evitar o tabagismo, considerando que o Câncer de Colo Uterino é uma doença de transmissão sexual, é importante o uso do preservativo caso o paciente tenha múltiplos parceiros. O cuidado com a imunidade, ou seja, ter uma qualidade de vida, também diminui a incidência dessa doença”, conclui o médico.