NATE (Núcleo Avançado de Tratamento das Epilepsias)

O Núcleo Avançado de Tratamento das Epilepsias (NATE) é pioneiro em Minas Gerais no tratamento multidisciplinar da epilepsia, mal que acomete cerca de 2% da população brasileira. Fazem parte do grupo neurologistas, neurocirurgiões, neurofisiologistas, neuropsicólogos, psiquiatras e pessoal técnico especializado, preparados para atender crianças, adolescentes e adultos que sofrem com crises epilépticas.

O núcleo conta com tecnologia de ponta e oferece, atualmente, consultas de avaliação e acompanhamento ambulatorial; neurofisiologia clínica, neuroimagem, avaliação funcional e cirurgia de epilepsia. O núcleo atende hoje a três propósitos principais:

1. Avaliação pré-cirúrgica e cirurgia de epilepsia

O tratamento convencional das epilepsias é fundamentalmente medicamentoso. Porém, cerca de 30% dos casos se mostram refratários, ou seja, as pessoas continuam a ter crises apesar da troca ou associação de diversos medicamentos. Estima-se que metade desses pacientes refratários possam se beneficiar do tratamento cirúrgico da epilepsia. Essa modalidade terapêutica é obrigatoriamente precedida por uma avaliação cuidadosa, que deve incluir sempre avaliação clínica, ressonância nuclear magnética do encéfalo, vídeo EEG prolongado e avaliação neuropsicológica. No NATE os casos de cada paciente são discutidos por toda a equipe em reuniões semanais, após a realização dos exames. Alguns pacientes apresentam problemas mais complexos, com necessidade de investigação complementar por outros métodos: SPECT (cerebral ictal e interictal), teste de Wada, ressonância magnética funcional, também realizados pela equipe.

2. Diagnóstico de crises não-epilépticas

Parte significativa dos pacientes que se mostram refratários a tratamento com medicamentos apresentam crises não-epilépticas de causas variadas. Essas crises podem ser de natureza fisiológica (arritmias cardíacas, distúrbios do sono, distúrbios de movimento etc) ou associadas a fatores psicogênicos. O diagnóstico adequado é fundamental para que se indique o tratamento correto, já que nestes casos nem sempre são necessários os anticonvulsivantes.

3. Classificação adequada do tipo de crise epiléptica

Existem diversos tipos de crises epilépticas e vários anticonvulsivantes disponíveis atualmente no mercado. Se a escolha do medicamento não for adequada, além de não conseguir o controle das crises, a epilepsia pode ser agravada. Quando não é possível definir o tipo de epilepsia apenas com a consulta e com o eletroencefalograma convencional, principalmente se as crises continuarem, o vídeo EEG pode ser o único instrumento a definir com segurança o caminho a ser tomado.

Corpo Clínico

José Maurício Siqueira (Coordenador) - CRMMG 9587

  • Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - 1976
  • Residência Médica no Hospital Felício Rocho – 1977 a 1979
  • Especialização no Toronto General Hospital (Toronto - Canadá) – 1981 a 1982
  • Especialização no Hopital Notre Dame (Montreal - Canadá) – 1982
  • Especialização Sisters Of Charity – New York State University (Buffalo - EUA) – 1982
  • Especialização no Haukeland Hospital (Bergen - Noruega) – 1991
  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia
  • Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia Funcional e Estereotaxia
  • Admissão no Corpo Médico do Hospital: 1983

Aila de Guadalupe Amaro Reis Fonseca (Psicologia) - CRP 047787

  • Treinamento em Mapeamento Funcional do Cérebro para Neurocirurgia Oncológica e pesquisa em Neurociência Cirurgia com o paciente acordado. Período: fevereiro de 2016 Vínculo: fellow Hospital Gui de Chauliac Departamento de Neurocirurgia Pr Hugues DUFFAU, M.D., Ph.D. Montpellier , França
  • Ressonância Magnética Funcional - Instituto de Pesquisa em Neuroimagem do King's College of London, Inglaterra
  • Faculdade de Psicologia do Centro Universitário Newton Paiva - 1988
  • Especialização em Neuropsicologia - Treinamento no Centro de Cirurgia da Epilepsia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (CIREP) - 1999
  • Mestrado em Fisiologia e Farmacologia pelo Instituto de Ciências Biológicas da UFMG - Concentração: Neurofisiologia e Epilepsia Experimental - 2000
  • Professora titular do Curso de Pós Graduação em Psicologia Hospitalar da Pontíficia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas)
  • Professora titular da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte

​Ana Paula Gonçalves - CRMMG 40593

Andréa Julião de Oliveira - CRMMG 32374

  • Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – 1994
  • Especialista em Neurofisiologia Clínica pela PUC-RS, 1996
  • Fellow das Epilepsias no Hospital de Clínicas daPUC-RS, 1997
  • Fellow em Medicina do Sono, no Departamento de Neurologia – Azienda Osdpedaliera 0 Udine (Itália) - 1999
  • Mestre em Fisiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - 1998
  • Presidente da Sociedade Brasileira de Neurofisiologia Clínica – 2009 a 2011
  • Admissão no Corpo Médico do Hospital:

Eduardo Jardel Portela - CRMMG 36977

  • Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - 2002
  • Residência Médica em Neurologia no Hospital das Clínicas da UFMG
  • Fellowship no Programa de Cirurgia de Epilepsia dos Hospital São Lucas da PUCRS - 2005 a 2006
  • Admissão no Corpo Médico do Hospital:

Felipe Guimarães de Castro - CRMMG 45587

Guilherme Nogueira Mendes de Oliveira - CRMMG 42586

  • Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) – 2004
  • Residência Médica em Psiquiatria no Instituto Raul Soares (FHEMIG) - 2006 a 2008
  • Residência Médica em Psiquiatria da Infância e Adolescência no Centro Psiquico da Adolescência e Infância (CEPAI-FHEMIG) - 2008 a 2009
  • Mestrado em Neurociências pela UFMG - 2009
  • Admissão no Corpo Médico do Hospital:
  • Míriam Fabíola Sturd Gurgel Mendes - CRMMG 29345
  • Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará - 1991
  • Residência Médica: Neurologia e Neurofisiologia na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP (SP) - 1991 a 1996
  • Mestrado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP (SP) - 1998
  • Admissão no Corpo Médico do Hospital: