Nódulos Hepáticos

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Carcinoma Hepatocellular (CHC) é o quinto tumor maligno em frequência em todo o mundo e a segunda causa mais comum de morte relacionada ao câncer. Os excessos proporcionados pela vida moderna, a má alimentação, o sedentarismo e a obesidade são os principais gatilhos para o surgimento da esteatohepatite, uma doença cada vez mais prevalente, relacionada ao acúmulo de gordura visceral e que é a principal responsável pelo aumento nos índices mundiais de câncer do fígado.

Apesar de sua importância, nem sempre o fígado tem a atenção necessária. Exames de rotina para avaliação hepática deveriam ser feitos com regularidade, especialmente em indivíduos que integram o grupo de risco (aqueles que fazem uso abusivo de bebidas alcoólicas, que tenham feito transfusão de sangue antes dos anos 2000, que possuam histórico de acidente perfurocortante ou em algum momento tenham se exposto a doenças sexualmente transmissíveis). Assintomáticas e silenciosas, as doenças que o acometem só poderão ser detectadas através da prevenção. E não é incomum que surjam nódulos no fígado, na maioria das vezes benignos e sem consequências. Entretanto, por ser um local de passagem obrigatória para o sangue de todo o corpo, no fígado frequentemente se alojam cânceres metastáticos que se iniciam em outros órgãos. Além disso há o câncer primário do fígado - o hepatocarcinoma - que surge habitualmente em quem já têm uma doença crônica prévia.

Visando atender melhor às necessidades de seus pacientes, o Hospital Felício Rocho criou recentemente a sua Equipe Multidisciplinar de Nódulos Hepáticos, com atendimento ambulatorial no Instituto de Oncologia do hospital. A instituição tem um importante histórico de referência nas áres de oncologia, transplante de fígado e atendimento a portadores de doenças hepáticas. A nova equipe reune as expertises destes vários setores e é composta por hepatologista, cirurgião hepático, oncologista, radiologista intervencionista, hemodinamicista, nutricionista, psicólogo e enfermeiro. Há agilidade na realização de exames especializados, como de tomografia, ressonância, ecoendoscopia e biópsias. Os tratamentos consistem em quimioterapia, ressecção cirúrgica, transplante ou métodos ablativos como quimioembolização e ablação por radiofrequência. Todos realizados no próprio hospital.