Métodos de Diagnóstico em Neurologia

O Hospital Felício Rocho, com o objetivo de diagnosticar distúrbios neurológicos em seus vários níveis, oferece, em conjunto ao Núcleo Avançado de Tratamento das Epilepsias (Nate), equipamentos de ponta e profissionais especializados. Entenda como funciona cada procedimento:

ELETROENCEFALOGRAMA (EEG)

Também conhecido como eletroencefalografia, o exame que permite o estudo do registro gráfico das correntes elétricas espontâneas desenvolvidas no cérebro, através de eletrodos aplicados no couro cabeludo, na superfície encefálica ou até mesmo dentro da substância encefálica.

O EEG é indolor, sem contraindicações e pode ser feito em qualquer idade. O procedimento dura em torno de 30 minutos e, terminado o exame, o paciente pode retornar às suas atividades normais. Em crianças que não se adaptem bem ao exame, pode ser feita uma leve sedação. A partir de um padrão de normalidade, o médico especializado é capaz de medir as alterações existentes e fazer as correlações necessárias com os dados clínicos do paciente, obtendo um diagnóstico.

Técnicas mais avançadas do Eletroencefalograma Quantitativo (mapeamento cerebral) permitem determinar a localização precisa de tumores cerebrais e de doenças focais do cérebro, como a epilepsia ou as alterações vasculares e derrames.

 

TIPOS DE ENCEFALOGRAMA REALIZADOS NO HOSPITAL:

- Encefalograma de Sono e Vigilia

- Encefalograma de Vigilia com ou sem Foto

- Encefalograma de vigilia com Hiperventilação

- Encefalograma com foto Estimulação

- Mapeamento Cerebral

- Mapeamento Cerebral Eletro Quantitativo

- Mapeamento Cerebral Quantitativo

- EEG G 47.9

- Videoencefalograma

 

ELETRONEUROMIOGRAFIA (ENMG)

O procedimento avalia a função do sistema nervoso periférico e muscular através do registro das respostas elétricas geradas por estes sistemas, as quais são detectadas graficamente por um equipamento denominado eletroneuromiógrafo.

Realizado em duas fases, o exame estuda os nervos periféricos (estudo da neurocondução), no qual aplica-se estímulo elétrico registrando a resposta do nervo estudado (potencial de ação) que é analisado pelo neurofisiologista clínico, comparando-se com o lado contralateral, bem como os valores padronizados de referência. Os músculos neurais são estudados na segunda fase (eletromiografia), utilizando-se eletrodos de agulhas pequenas, os quais são inseridos nos músculos para registro de atividade elétrica muscular em repouso e durante a contração.

O ENMG permite diagnóstico de distúrbios como neuropatias compressivas (síndrome túnel do carpo), mononeuropatias (traumáticas), polineuropatias desmielinizantes (síndrome Guillain-Barré), paralisias faciais; doenças do motoneurônio (poliomielite, atrofia muscular espinhal, esclerose lateral amiotrófica lesões de raízes nervosas/hérnias discais/tumores; doenças de plexos nervosos (tumorais, traumas, plexopatia diabética); doença da junção neuromuscular (miastenia gravis); doenças musculares (distrofias, síndromes miotônicas, miopatias congênitas, metabólicas ou adquiridas) entre outras.

 

TIPOS DE ELETRONEUROMIOGRAFIA REALIZADAS NO HOSPITAL:

- Eletroneuromiografia de Membro Inferior (MMII)

- Eletroneuromiografia de Membro Superior (MMSS)

- Eletroneuromiografia de Membros Inferiores e Superiores (MMII e MMSS)

- Eletroneuromiografia da Face