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HFR faz transplantes de doador de rim por laparoscopia

Cirurgia por vídeo dispensa grande corte no doador. Rim é retirado por pequena incisão, como numa cesárea

O Hospital Felício Rocho está entre os maiores centros internacionais no emprego da videolaparoscopia, tendo sido pioneiro, em Minas, nesse tipo de cirurgia em várias especialidades, caso da videolaparoscopia pediátrica. O domínio dessa técnica é uma demonstração da excelência do corpo clínico do Hospital.
O HFR executa várias cirurgias laparoscópicas complexas, entre elas a que faz a retirada de tumores intestinais, pela Clínica de Proctologia; e a que faz a retirada de rim de doador para transplante renal intervivos, ações que somente acontecem em grandes centros hospitalares do mundo.
Em todos os casos, observa-se a competência da equipe multidisciplinar do Hospital. Quanto ao doador, o processo é menos dolorido e proporciona condições de retorno às atividades normais em curtíssimo espaço de tempo.
Desde o dia 6 de maio de 2008, o Serviço de Transplantes do Hospital Felício Rocho vem realizando, com sucesso, cirurgias laparoscópicas de doadores renais no Hospital. Segundo o Dr. Marco Túlio Lasmar, cirurgião e urologista do HFR, a cirurgia laparoscópica de rim é realizada em diversos países, sendo que nos Estados Unidos as doações de rim aumentaram em mais 30% após o advento dessa técnica. "Atualmente, o HFR tem o único serviço de transplantes de Minas Gerais que utiliza a laparoscopia para a retirada do rim em doador vivo", explica Dr. Marco Túlio.

Dr. Marco Túlio, aqui ao lado de Joelma (esq) a pioneira doadora por vídeo-laparoscopia e sua irmã Suzana, que recebeu seu rim depois de anos de tratamento de Diálise

"Esse tipo de cirurgia já é utilizada rotineiramente para tratamento de patologias de diversos outros órgãos, mas no caso da cirurgia do doador renal, em virtude de sua complexidade deve ser realizada com critérios. Nosso objetivo é dar seqüência a esse programa, uma vez que traz inequívocas vantagens para o doador, sem prejuízos para o receptor", explica o cirurgião Marco Túlio Lasmar, especialista em cirurgia vídeo-laparoscópica urológica.
Segundo ele, através da laparoscopia o trauma é menor para o doador do que na cirurgia convencional, denominada lombotomia. "O rim sai intacto por uma incisão de cerca de sete centímetros, tipo cesárea, ao passo que na cirurgia aberta a incisão é maior, em local mais visível, mais dolorosa e, muitas vezes, requer a retirada de uma costela para a sua execução", acentua Dr. Marco Túlio.
O Hospital Felício Rocho já realizou várias cirurgias de doador renal por laparoscopia com grande sucesso. O retorno às atividades habituais do doador pode ocorrer num prazo máximo de 30 dias, em oposição aos mínimos 60 dias necessários na cirurgia convencional. A idéia é dar seqüência ao programa, tendo em vista o grande benefício que esse tipo de técnica traz, reduzindo em muito a morbidade da cirurgia.
 

 
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