Dra. Eliane Mansur, cirurgiã do Hospital Felício Rocho, foi recrutada pelos "Médicos Sem Fronteiras", embarcou imediatamente e já está dentro de um hospital de campanha no Haiti, onde um terremoto deixou mais de 300 mil pessoas desabrigadas.
Sempre que existe uma calamidade, catástrofe natural ou situação de risco de vida para populações carentes em qualquer parte do planeta, lá estará, com certeza, a coloproctologista e cirurgiã Eliane Sander Mansur, médica do Hospital Felício Rocho, de Belo Horizonte. Na tragédia que destruiu quase a totalidade da principal cidade do Haiti, Porto Príncipe, não foi diferente: a Dra. Eliane Mansur foi recrutada pela organização não governamental
Médicos Sem Fronteiras, embarcou imediatamente e já está dentro de um hospital de campanha no Haiti, atendendo as vítimas do maior terremoto do país, que bateu nos 7 graus na escala de Richter, destruiu 10% de Porto Príncipe e deixou 300 mil pessoas desabrigadas.
Conviver com situações extremas não é novidade para esta mineira. Já esteve por diversas vezes em países da África, como na República Centro Africana. Morando numa pequena vila no interior, Bantagafo, Dra. Eliane realizou mais de 100 cirurgias.
A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) foi criada na França, em 1971, por alguns médicos e jornalistas que participavam voluntariamente da reconstrução de Biafra, na Nigéria, parcialmente destruída por uma brutal guerra civil. Desde então cresceu e atua em dezenas de países, onde voluntários de todo o mundo participam de esforços em salvar pessoas em risco de vida.
Dra. Eliane Sander Mansur chegou em dezembro da República Democrática do Congo, país africano, onde ficou por três meses. Entre 1998 e 2003, o Congo (ex-Zaire) viveu uma sangrenta guerra civil, onde os dois lados em luta tiveram apoio de vários países africanos, no que foi chamado de “Primeira Guerra Mundial Africana”. Dra. Eliane esteve no Congo pelos Médicos Sem Fronteiras, atendendo a população civil vitimada, que ainda sofre as seqüelas desse conflito.
A Dra. Eliane faz parte de um grupo de 20 profissionais da saúde recrutados pelo MSF em várias regiões do mundo – Europa, Estados Unidos, Canadá, entre esses também está a psicóloga Bárbara, de Aracaju – que se somarão a outros milhares de voluntários que prestam socorro ao povo do Haiti, brutalmente atingido na terça-feira (12), e deixou a capital Porto Príncipe praticamente arrasada. A Organização Pan-Americana de Saúde, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), contabiliza que o terremoto pode ter matado entre 50 e 100 mil pessoas.